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Da Antiguidade à Redescoberta: Uma Jornada Pela História da Cannabis Medicinal

Da Antiguidade à Redescoberta: Uma Jornada Pela História da Cannabis Medicinal

A história da cannabis medicinal é tão fascinante quanto a própria planta. Longe de ser uma novidade, seu uso terapêutico remonta a milênios, atravessando culturas e civilizações antes de enfrentar um período de proibição e, mais recentemente, uma poderosa redescoberta. Na CURE HEMP, acreditamos que compreender essa jornada é fundamental para desmistificar e valorizar o tratamento que oferecemos.

Raízes Antigas: Uma Planta com Propósitos Milenares

Poucas plantas na história da humanidade carregam tantas funções e usos diversos quanto a cannabis. Seus primeiros registros medicinais datam de cerca de 2700 a.C., na China, onde já era reconhecida por suas propriedades terapêuticas.

No Antigo Egito, relatos de uso da cannabis datam de aproximadamente 2700 a.C., sendo incluída em tratamentos para uma variedade de doenças. Pergaminhos como o Papiro de Ebers (1550 a.C.) mencionam o uso medicinal da Shemshemet (como era conhecida) para diversas condições, incluindo doenças infantis, cicatrização de feridas, processos de parto e febre. Já na Índia Antiga, por volta de 600 a.C., o “Bhang” (nome sânscrito para cannabis) era mencionado em textos sagrados como os “Os Vedas” e era parte da medicina da época, relacionado até ao deus Shiva.

A Chegada ao Ocidente e o Período da Proibição

A cannabis chegou à Europa por volta de 430 a.C., inicialmente na Grécia por suas propriedades medicinais, e depois na Itália para confecção de velas e vestuário. No Brasil, a planta teria chegado em 1500 nas velas e cordames das embarcações portuguesas, e suas sementes foram introduzidas em 1549 pela população escravizada africana.

No entanto, a partir do século XX, a cannabis passou a ser demonizada em muitos países. Essa proibição foi impulsionada por uma complexa combinação de fatores como interesses econômicos (indústria de fibras sintéticas versus cânhamo), racismo (associação com populações marginalizadas) e moralismo religioso. Leis rigorosas foram implementadas, como a “Lei do Pito do Pango” no Rio de Janeiro em 1830, que criminalizava o uso da maconha de forma discriminatória. A “Guerra às Drogas” nos EUA, lançada em 1971, consolidou essa repressão globalmente.

A Volta da Cannabis Medicinal: Ciência e Legalização

A repressão começou a perder força com o desenvolvimento crescente das pesquisas científicas. Em 1963, o professor israelense Raphael Mechoulam, conhecido como “o pai da cannabis”, isolou os canabinoides majoritários, THC e CBD, revolucionando a pesquisa moderna. Em 1980, o Brasil também iniciou estudos pioneiros com o professor Elisaldo Carlini sobre os benefícios do CBD para controle de crises convulsivas.

A partir de 1996, a Califórnia (EUA) foi o primeiro lugar no mundo a permitir o uso medicinal da cannabis. Desde então, diversos países, como Canadá (2001), Israel (2001) e Uruguai (2013 – primeira legalização federal completa), avançaram na regulamentação.

No Brasil, o uso medicinal ganhou força a partir de 2014, com casos emblemáticos como o de Anny Fischer. A ANVISA, desde 2015, tem liberado o uso controlado e regulamentado a importação e, posteriormente, a comercialização de produtos derivados de cannabis em farmácias, com a criação de RDCs importantes como a RDC 327/19 e a RDC 660/22. Destaca-se que, desde 2022, dentistas também foram autorizados a prescrever esses compostos via importação.

CURE HEMP: Conectando Você a Essa História de Cura

A jornada da cannabis medicinal é um testemunho de sua resiliência e de seu potencial terapêutico. Na CURE HEMP, honramos essa história ao oferecer acesso seguro e informado a tratamentos baseados na cannabis medicinal, sempre com a orientação de profissionais qualificados. Nosso objetivo é proporcionar a você os benefícios que essa planta milenar redescoberta pode oferecer para sua saúde e bem-estar.


Fonte de Informação: Guia Sechat da Cannabis – 4ª Edição – 2024.

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